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9 de maio de 2016

{Resenha} A Herdeira


"Decisões, Amores e Responsabilidades".
por Kiera Cass.

Sinopse: "Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia."

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Antes de ler esse mega post aqui, venho lhe dizer que contém muito spoiler dos exemplares anteriores, se você ainda não sabe ou tá meio perdida, esse volume A Herdeira é o quarto livro da saga a Seleção, que resenhei os três livros anteriores completo - AQUI . Agora você se encontrou e mesmo assim quer continuar? Voi a lá e obrigada.
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Depois de vinte anos a história de America e Maxon continua através de Eadlyn, que é a primogênita do casal, a futura rainha, nessa nova fase Ca continuação de a seleção, as coisas estão bem diferentes, onde America e Maxon passam a serem personagens secundários que dão apoio no enredo. Eadlyn é uma garota forte e mimada ao mesmo tempo, cresceu no palácio destinada a se formar uma rainha, tudo foi feito para isso já que seu irmão gêmeo nasceu alguns minutos depois dela.
America e Maxon logo quando assumiram os tronos como rei e rainha, uma das primeiras decisões foi acabar com as catas pouco a pouco, retirando uma de cada para a casta retirada ir se igualando com a superior e assim sucessivamente. Mas isso em vez de acabar com a desigualdade e preconceito, acabou criando preconceitos internos entre eles onde uma pessoa que era da casta 2 , não queria trabalhar e nem contratar, casar e sei lá mais o que com alguém que foi casta 6 por exemplo, mesmo se esse 6 hoje tem condições de vida de um 2. Enfim a sociedade que vivia em condições melhores como castas achavam que “não se beneficiaram” com esta reforma social e assim começa um novo drama político. E para acalmar os ânimos do povo de Iléa, Maxon e America decidem fazer uma nova seleção com sua filha para usar como arma de entretenimento ao publico até que eles encontrarem uma solução para as revoltas que andam acontecendo.

E assim começa uma nova seleção, contra a vontade de Eadlyn (claro), mas desta vez existe um acordo e algumas regras de Eadlyn e seu pai Maxon, que fazem o “jogo” ficar um pouco melhor.


Voltando a falar de Eadlyn, eu esperava muito mais, esperava quase uma revolucionadora já que vindo de America seria totalmente isso, mas Eadlyn é uma jovem que tem o peso da responsabilidade de ser uma rainha impecável nas costas, tenta parecer o mais forte possível em todos os momentos e levemente femininas, que não precisa de ninguém ao sue lado para governar e não quer se apaixonar por ninguém. Só que com isso ao longo do livro ela passa a ser chata e irritante muiiiito longe de ser uma America na vida, ela não consegue entender a gravidade das coisas, mas acaba aceitando a seleção e começa a se envolver com os garotos.

Desde o principio Eadlyn decidi ser rude o quanto for possível para que todos eles no final acabem desistindo dela, antes mesmo de e meses, mas existem certos garotos que estão lá fazer o possível para conquista-la e outros não como Kile, filho de madame Marlee, também foi criado no palácio junto com Eadlyn e não a suportava desde sempre, mas alguém misteriosamente o inscreveu na seleção.

A Herdeira assim como os anteriores é recheada de romance, mas neste em especifico demorou um pouco para isso começar acontecer, foi mais do meio para o final, creio que o grande lance mesmo esteja pronto para o próximo exemplar: A coroa, mas o romance deste volume é mais sutil e vem bem devagarzinho e despretensioso, sem perder o leve drama e caos familiar, pois essa seleção além de uma diversão acaba envolvendo muitos da família e muitos temas novos a se pensar.

Bom em suma, Kiera não perde a linhagem de escrita, tudo flui tão rápido e tão prazeroso, mesmo não sendo em minha opinião o melhor livro da saga, mas ao mesmo tempo consegue ser muito bom só não quanto os anteriores, mas vale muito a leitura, se você leu a todos os livros anteriores e queria sabotar a continuação pois foi perfeito o final assim como eu, eu te digo, leia pois só a escrita de Kiera já faz valer a pena.

Ahhhhh ia me esquecendo, se teve uma coisa que me irritou no livro foi America, credo virou muito mãezona e aquela America geniosa, teimosa, e sonhadora caiu no conto do vigário, faz e fez coisas que se ela fosse a mesma America de vinte anos atrás, jamais faria (mas eu entendo, as pessoas mudam, porque um personagem também não? Néh não.) #RIPamerica.

Curiosidade: O quinto e último volume da saga, intitulado como A Coroa, foi lançado aqui no Brasil semana passada , e já está a venda lá na  Saraiva e na Livraria Cultura. #ficaadica 

Quotes

"— Não ligo para uma boa briga desde que no final você ainda tenha consciência do quanto eu amo você."

"— Você é como a sua mãe e a minha. É determinada. E talvez o mais importante: não gosta de fracassar. Sei que tudo isso vai funcionar. No mínimo, porque você vai se recusar a deixar o contrário acontecer."

"— Só tenho um coração, e quero poupa-lo para a pessoa certa."

"—  A vivacidade da tia May, a bondade de madame Lucy, a leveza de madame Marlee e a força da minha mãe não tinham preço; ensinavam mais que qualquer aula que tive na vida."

Nota Geral (4 de 5)

28 de março de 2016

{Resenha} As vantagens de ser invisível


"Amores, Musica, Amizade e Charlie ".
por Stephen Chbosky. 

Sinopse: "Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude."
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Charlie é o grande protagonista desta história ele é um garoto que pensa demais, que tem uma mente acelerada, pensa em tudo, como em como as pessoas se sentem, o que elas devem estar pensando, por que estão em certos lugares e etc, ama ler, lê muito rápido e entende muito rápido, além de um dom especial para seleção de musicas por tema (o que seria Charlie nos dias de hoje com um spotify? OMG). 

É um livro que conta as angustias, os amores, as amizades as brigas e a convivência com a família, de um adolescente americano que está no primeiro colegial em meados de 1991, mas apesar dos clichês Charlie é diferente , ele é gentil, é medroso, tem certos problemas psicológicos e ainda não tinha amigos no ensino médio, o seu único amigo mas próximo se matou recentemente e sua tia que ele mais amava e quem te dava mais a tenção faleceu de câncer, e a única saída de ele se relacionar foi através de cartas anônimas que são enviadas ao um amigo anônimo. E o livro inteiro é a narrativa em primeira pessoa de Charlie, e cada capítulo é uma nova carta, ou seja, é através das cartas ao seu querido amigo que nós leitores acompanhamos toda a história de Charlie.

E dentre essas angustias, Charlie acaba se entrosando com Patrick e Sam, dois irmãos que estão cursando o terceiro ano do colegial, ambos mais velhos que Charlie. Sam é uma garota linda de olhos verde que passou por certa “má fama” quando mais nova, e por esse motivo ela é um pouco mais desprendida de certos preconceitos, Patrick é meio-irmão de Sam, gay, sarcástico e muito divertido. Charlie se apaixona por Sam a primeira vista e ama Patrick assim que o conhece também, e assim forma o Trio que embala toda história.


Com a ajuda de seus novos amigos, Charlie descobri um mundo novo, e começa a participar mais (como seu psiquiátrica sempre falou) começa a freqüentar festas em casas alheias, a beber, fumar, ouvir novas musicas e pensar cada vez mais em novos assuntos, e em todo esse emaranhado a paixonite por Sam cresce cada vez mais. Diante de todo esse cenário de adolescência americana também tem o drama familiar, a irmã que namora um cara que já lhe bateu, pais preocupados com seus filhos, tios e avôs loucos, um irmão que é a estrela do futebol na faculdade e sua tia morta que o incentivava mentalmente.

Não tem como não se envolver na história, não tem como não desejar ir um dia no pub Big Boy, não tem como não querer uma fita gravada por Charlie, e não tem como não querer andar na picape de Sam.

Com uma narrativa leve e divertida Stephen Chbosky trouxe a perspectiva de um adolescente sobre diversos problemas, como tudo pode ser influenciável, trouxe também à tona o tema do pré-conceito na escola, em casa, e como coisas que parecem pequenas podem acarretar coisas grandes no futuro, tudo isso sem perder a sutil dose de romance, de desilusões, de drogas e aventuras que a adolescência traz (em 1991), além de o livro ser recheado com muitas referencias musicais e biográficas. (cada uma que passava tava eu lá destacando para ouvir e ler depois). 

Tudo te leva a um universo novo, por se passar em 1991, não existia o bum da internet ainda então a diversão ficava pro conta dos teatros, musicais, festas em republicas e bailes de formatura (nada que não tenha ainda hoje, mas sem a facilidade da tecnologia) e assim tudo fica mais gostoso de se ler e de se imaginar nisso tudo.

Chega, se eu passar daqui, passará a ser spolier, como muitos já sabem existe o filme deste livro, que por suma é muito fiel ao mesmo, ambos são bons, masssss conhecer Charlie através de suas cartas no livro dá aquele gostinho a mais <3 div="">


Quotes

“Sam se sentou e começou a rir. Patrick também riu. Eu comecei a rir. E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.” - Pág. 49

“Alguém quer batatas fritas?”
Todos disseram que sim. E ele voltou com três tubos de Pringles e um paletó de terno. E caminhou na minha direção. E disse que todos os grandes escritores usavam terno o tempo todo.” – Pág. 76

“Depois de um tempinho, seus olhos perderam aquele ar enevoado do vinho, ou do café, ou do fato de que ele não dormiu na noite anterior. Depois ele começou a chorar. E depois ele começou a falar de Brad. E eu deixei que falasse. Porque os amigos são para essas coisas.” – Pág. 171

“Como disse a Sam. Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é.” – Pág. 221


Obs: Todos os atores do filme, são tão tão parecidos com os do livros (obrigada por isso) !!


Nota Geral (5 de 5)


22 de janeiro de 2016

{Resenha} Feliz por nada

"Cotidiano, crônicas e pensamentos ".
por Martha Medeiros. 

Sinopse: "Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.” É com a força transformadora de um abraço que Martha Medeiros abre este novo livro de crônicas e é com a mesma singeleza e olhar arguto para o cotidiano que a escritora ilumina algumas das questões mais urgentes do século XXI. A destacada romancista, cronista e poeta, que já teve obras adaptadas para o cinema, para a tevê e para o teatro, fala aos leitores com a sinceridade de um amigo e materializa as angústias e os anseios da sociedade pós-tudo, que vive acuada sob o grande limitador do tempo. Nesta coletânea de mais de oitenta crônicas, Martha Medeiros aborda temas muito diversos e ao mesmo tempo muito próximos do leitor. A autora tem o dom para aproximar assuntos por vezes fugidios – como é próprio do cotidiano – de questões universais, como o amor, a família e a amizade, e criar lugares de reconhecimento para o leitor, como ao falar de Deus, dos romances antigos e novos, da mulher, de escritores e cineastas que são imortais, de se perder e se reencontrar, do que a vida oferece e muitas vezes se deixa passar. “Feliz por nada”, afirma Martha Medeiros, é fazer a opção por uma vida conscientemente vivida, mais leve, mas nem por isso menos visceral."
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Feliz por nada! Assim é o titulo do livro de Martha Medeiros, um livro com 140 crônicas, sendo uma delas o nome do livro. Martha Medeiros conseguiu juntar nesta coletânea as mais prazerosas horas dedicadas em palavras, cada texto tem a sua magia de transformar sua visão de mundo ou de compactuar com a que você já possui.


Com a narrativa sempre na primeira pessoa, mostrando fatos do seu dia a dia, trazendo assuntos como o amor, a educação, o cotidiano, a necessidade de ter coisas e de perder coisas, temas polêmicos, temas triviais, condições psicológicas e muita felicidade por nada e por pouco, é o que envolve este livro, além de que Martha consegue extrair suas principais crônicas através de uma conversa de amigas, de uma dedicatória de um livro, de uma noticia do dia, de um nascer de filho, de inúmeros livros, de Woody Allen e principalmente de perspectivas de vida, tudo isso transformados em temas e barreiras para se pensar e se sorrir, me diz como não amar? (Martha me deixa ser sua amiga?)Este livro é poesia e prosa pura, eu diria que é mais uma companhia do que leitura, ele te envolve texto a texto e parece que cada um foi feito para uma situação de vida alheia ou própria, tem um ritmo rápido e claro, se tiver disposta em um dia termina a leitura, mas se eu fosse médica indicaria uma leitura por dia (para saborear). 

Em suma Martha me conquistou, até hoje não tinha lido nada dela, mas a partir de amanhã passarei a ler tudo e mais um pouco. (me inspirou até escrever crônicas por ai, para quem não sabe eu já escrevia em outro blog, vou retomar, obrigada Martha linda). Quer se deliciar? Separei 10 quotes que mais suspirei durante o livro aqui:

              Quotes                

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, e sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tique-taque dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o quê você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. Pág. 10 – Crônica Dentro de um abraço 

Pode um casal ser mais desunido do que aquele que, olhando na mesma direção, não consegue enxergar a mesma coisa? Pág. 29 – Crônica Iolandas e Capolas 

Menos vaidade, menos prazer. Pág. 30 – Crônica Competência para vida

Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência. Pág. 38 – Crônica Cresça e Divirta-se. 

Obvio que beleza e modernidade me cativam. Mas não me alienam. Pág. 42 – Crônica Marias-Gasolina 

Só sei que aquela biscate não me representa. Pág. 43 – Crônica Marias-Gasolina. 

> Tédio é para sem inspiração. O mundo oferece estradas, passeatas, eleições, aeroportos, ondas, montanhas, campeonatos, vestibulares, desafios, churrascos, festivais, feriadões, roubadas, gargalhadas, madrugadas e declarações de amor. É assim mesmo, tudo misturado e barulhento. Pág. 44 – Crônica Carta ao Rafael. 

> Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada. Pág. 48 – Crônica os ausentes.

> Dá para acreditar que há seres humanos que, além de comer carne e matar moscas, são capazes de jogar bombas em passeatas gays, de empregar parentes que são pagos com dinheiro público, de esfaquear maridos e de espancar meninas até provocar traumatismo craniano? Pois é, Bruce: tem gente que mata gente. Ou gente e mosca dão no mesmo? Pág. 52 – Crônica Nós. Os Trogloditas. 

> Lembre-se do que sua bisavó dizia: regue as plantas, regue suas relações, regue seu futuro, porque sem cuidar, nada floresce. Pág. 72 – Crônica Confie em Deus, mas tranque o carro.

  Curiosidade:   A música Dentro de um abraço cantada pela banda Jota Quest, foi inspirada em uma de suas crônicas que leva o mesmo titulo que consta na edição deste livro. Rogério Flausino chegou a declarar que ganhou o livro de Martha em um momento propicio, estava numa fase conturbada e com bloqueio criativo.

Feliz por nada? Hoje não Martha, hoje estou feliz por ter lido seu livro.

Nota Geral (5 de 5)

2 de outubro de 2015

{Resenha} Box: A Seleção, A Elite e A Escolha


"Conto de fadas, Concurso, Realeza ".
por Kiera Cass. 

Sinopse: "Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.."

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Olá meu povo, antes de mais nada eu sei, eu sei, eu sei, eu seiiiiii que existi uma centena e milhares de resenhas destes livros na internet, mas assim, eu quero resenhar, eu gostei e eu vou falar também ok,? Beijos do Ed para vocês.


O Box A seleção é composto com os três primeiros volumes da saga (sim saga, pois foi lançado este ano o quarto livro chamado A Herdeira, e ainda terá mais lançamentos), os livros são A Seleção, A Elite e A Escolha.

Aquela introdução básica:

 America é uma garota que pertence a casta cinco, a casata destinadas aos que trabalham com arte de alguma forma, pintura, artesão, artistas, cantores, autores e etc, sua família é toda artística e e America é cantora e musica, mas sua casta é considerada uma casta pobre, já que são oito castas, sendo a casta um é a casta da realeza e a casta oito são os mais inferiores de todos. Essa divisão de castas deu origem após a terceira guerra mundial onde o Estados Unidos passou a ser Estado Americano da China, e passou a ser governado pela realeza, dando fima democracia,
E quando falamos de realeza, falamos de rei, rainha e príncipes e princesas, e a história da seleção começa quando o príncipe Maxon completa 18 anos e tem que escolher a sua futura esposa que passará a ser a rainha de Illéa, e desde muitos anos existe uma certa tradição para  escolha de sua futura esposa, através de um reality show onde será selecionadas 35 meninas que se inscreveram para o concurso que passaram a viver no palácio junto com o príncipe e passará por provas, aulas e compromissos da realeza e com  a convivência o príncipe irá escolher aquela que mais atende as suas necessidades.

Essa é a base da história e nossa personagem principal America irá se inscrever no concurso, mas não porque o governo força essa inscrição, pelo contrario a escolha de participar é livre porém aquelas que se inscrevem e forem selecionadas entre as 35 garotas, receberam uma certa quantia em dinheiro mensal para a sua família enquanto permanecer na disputa, então pensando na sua família e com uma pequena pressão de sua mãe America se inscreve totalmente despretensiosa, pois existia muitas garotas mais bonitas e de castas melhores que ela, além de que ela também tem alguém apar chamar de seu o moreno de olhos verdes chamado Aspen, que de principio é um personagem doce e romântico, mas ao passar o tempo percebemos o quanto machista e rude que é.


A Seleção: O primeiro livro é o livro mais lento de todos, pois é o livro que aborda todo o conceito contextual e explicativo, que fala como funciona esse mundo novo, a divisão das castas, o modo de governo e pequeno romance de America e Aspen, um romance ingenuo e forte e de muitos nhenhenhém, mas quando América é selecionada para a competição, Aspen termina com ela pois alega que nunca irá dar conta de cuidar dela, e é assim com essa raiva do termino do namoro escondido que America vai para o palácio, odiando o príncipe e essa idiotice de seleção, inconformada com esse concurso para escolher uma noiva sendo que o príncipe não precisaria disso para conhecer alguém, mas mesmo assim ela não desisti, pois estaria ajudando a sua família com o dinheiro.
America e Maxon a longo deste livro acabam tendo uma certa intimidade e amizade, Maxon sabe que America está lá só pelo dinheiro e acaba tendo América como uma aliada para conseguir escolher a plebeia  certa, só que com essa amizade e com essa frequência e liberdade que eles criam entre si, acaba surgindo sentimentos fortes e assim America aos poucos vai se destacando entre as candidatas. Bom além do romance ingenuo, neste primeiro volume traz algumas coisas politicas, começa a se falar de rebeldes que não concordam com esta forma de governo, tem o Rei que não é o melhor dos reis e um lado fragilizado de Maxon que não tem nada de almofadinha e infante, é um jovem educado, corajoso e sabe de sua responsabilidade, e que tem a missão de escolher não só a sua futura esposa, mas também a futura Rainha, alguém que tem que ter porte e sabedoria para ajuda-lo a governar futuramente e que é pior ainda, tem que ser alguém que o Rei também aceite.


A Elite: No segundo livro, o romance entre America e Maxon esta mais forte, e já se passaram algumas semanas e houve corte das candidatas, agora restam apenas 6 garotas e América continua entre elas por dois motivos, 1) Maxon promete a ela que ela ficaria entre as três finalistas, assim ela daria o máximo de dinheiro para os seu pais e 2) ele realmente sente que ela poderá ser sua futura Rainha, mas America é uma garota forte e de princípios bem definidos, não aceita muitas coisas impostas pelo rei e também surge algo que estava apagado no começo, surge Aspen.
Aspen entra para o grupo de guardas reais do palácio e todo aquele amor sucumbido vem a tona e America se vê divida entre Aspen e Maxon, e surgi um triangulo amoro insuportável, este segundo volume é meio tedioso, pois ficamos com raiva de America perdida neste triangulo e deixando passar a sua oportunidade com Maxon, pois ele tem que escolher alguém e não pode perder tempo com alguém que não sabe se o quer ainda, e assim este livro explora mais as outras candidatas e os sentimento de Maxon, mostra também o lado mais serio de Maxon, suas decisões e seu relacionamento com sue pai, envolve bastante a luta do governo contra os rebeldes, as verdades secretas (não não é a novela) por trás desta suposta revolução que esta se formando e nesta onde de tribulação e indecisão você acaba a leitura comum a puta  raiva de America e um puto amor por Maxon.


A Escolha: Como o titulo já disse, a história chega a reta final, e America começa este volume decidida e forte a lutar por Maxon e abandonar de vez Aspen, mas o que ela não sabe é que com muitas atitudes tomadas ao longo da seleção o rei já não quer mais ela presente em sue palácio, America em poucas aparições acabou desafiando o rei e mostrando um lado humanista que ele não deseja em uma rainha, ela chega a impor em uma tv aberta que deve-se acabar com o sistema de castas e entre outras coisas (que não vou falar aqui porque tudo tem um limite, principalmente de spoliers), mas este volume é o mais agoniante, onde muitas coisas dão errado, onde você começa a duvidar da possibilidade de America e Maxon realmente ficarem juntos, e em mio tudo isso tem os ataques dos rebeldes no palácio, algumas tragedias e alegrias também.
Maxon se mostrará mais autoritário em relação ao sue pai, America está mais forte e a história começa a ficar um pouco mais adulta sem perdeu o lado conta de fadas.

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Em suma, a trilogia (até então) é sim destinada a jovens adultos, muita gente comparou essa saga com Jogos Vorazes, pela divisão social e pela ideia de ter uma seleção e tals, mas a comparação se encerra aí, se vocês estão em busca de um livro de ação, que contem muito carácter politico como Jogos Vorazes, vá ler Jogos Vorazes, Maze Runner algo assim, porque A Seleção em relação a isso é bem superficial, o tema principal mesmo é o romance, é conto de fadas, recheado de cenas bem tipicas de filmes da disney, tem baile de gala, vestidos lindos, romance clichê e muita intriguinha de mulheres. Mas mesmo sendo tudo esse memes não deixa de ser lindo e gostoso de se ler, me apaixonei pela escrita extremamente leve e direta de Kiera Cass, você se envolve tanto que quando pisca já está indo para o próximo volume. (Ps: Terminei o box em quatro dias, quase um por dia)

Curiosidade: A trama irá virar filme , os diretos autorais foram comprados pela Warner Bros, e os produtores confirmados são Denise DiNovi e Alison Greenspan (“O Estranho Mundo de Jack”, “Se Eu Ficar”) e Pouya Shahbazian (“Divergente”, “Insurgente”) que será roteirizado por Katie Lovejoy

Uma tristeza: A história continua em A Herdeira que já foi lançado, para alguns é uma alegria, mas a história foi tão completa que eu acho que a Kiera vai acabar estragando essa magia da história tentando dar uma continuação após vinte anos, eu até agora não tenho nenhum interesse em continuar a ler os próximos volumes, pois pelo que entendi é uma nova história após 20 anos da seleção, com a filha de America e Maxon ( Oi? Porque isso Kiera?) bom vai de gosto neh .


Nota Geral (5 de 5)


11 de agosto de 2015

{Resenha} O Teorema Katherine


"Matemática, simplicidade e mudanças de vida".
por John Green. 

Sinopse: "O Teorema Katherine - Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam."

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Eeeee [...] Hoje a resenha é em vídeo, e esse é o meu primeiro vídeo de resenha, então ainda há muita coisa a melhorar, mas espero que vocês aguente firme e forte até o final (hahahah). 
O Teorema Katherine é mais um livro do tão amado John Green, que traz a história de um nerd chamado Colin, que está em busca do seu momento gênio, mas ao longo de seu caminho ele vai descobrir que a vida é mais que ser gênio, e o grande pilar desta descoberta envolve as 19 namoradas que ele teve onde todas se chamavam Katherine. Bora aperta o play e ver o que eu achei de tudo isso.


Melhor Quote:"É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela." 

Como dito, O Teorema Katherine, não foi o melhor livro de John Green, mas isso não signifique que é um livro ruim, a sua narrativa é leve e linda, que mesmo sendo um livro mais "bobinho", sempre há morais e grandes temas por trás de cada fase que o personagem traz, é um livro ótimo para matar o tempo no fim de tarde, ou quando está afim de ler algo mais suave na nave.  Nota geral 3.5 de 5

Psiu! Gostou da resenha e do vídeo? Comente.

6 de março de 2015

{Resenha} A Parisiense


"Guia de moda com simplicidade, lugares e objetos ".
por Ines de la Fressange com Sophie Gachet. 

Sinopse: "A Parisiense - Quais são os segredos do bom gosto parisiense? Ines de la Fressange – ícone da elegância na França – conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir com o encanto das parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de apenas sete itens básicos e bons acessórios, que garantem produções práticas e elegantes."

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O Guia de estilo de Ines de la Fessange com Sophie Gachet é o que o próprio nome diz, apenas um guia, se você está esperando um livro mais aprofundado, vá comprar outro livro, mas isso não signifique que é um livro ruim, pelo contrário ele é um livro com apelo visual, abusa das diagramações e fotografia, tem um formato de moleskine recheado de ilustrações e quotes.

Como guia Ines de Fressange , destacar o jeito de ser uma parisiense, não apenas no sentido de modo de se vestir, mas a filosofia comportamental de uma."Você não precisa nascer em Paris para ter um estolo da parisiense. eu sou o melhor exemplo disso: nasci em Saint-Tropez! Ter um estilo "made in Paris" é mais um estado de espirito. Ser alternativa e nunca burguesa, por exemplo." - pag 11.

Ines destaca o  sentido de moda que uma parisiense deve presar, o conforto e a autenticidade, sem carregar na produção, por que menos é mais sem deixar de lado a inovação, durante o livro ela cita algumas descombinações que você pode arriscar a fazer, como saia-lápis com sapatilhas e não escarpins, smoking com tênis e não com sapatilhas novinhas, colar de brilhantes om camisa jeans durante o dia e não sobre um vestido preto à noite, entre outras.

Além de peças chaves no guarda roupa parisiense como blazer, suéter azul, camiseta simples, jaqueta de couro e o clássico jeans tudo com uma bolsa certa e acessórios garimpados em brechós e lojinhas exclusivas. 


Além de um guia de moda e beleza,  a parisiense também é um guia comercial de Paris, Ines traz muitas dicas de restaurantes, cafés, livrarias, lojas, hotéis, museus e entre outros lugares para se conhecer.
Quotes:

"A Camiseta: as neutras, barnco, preto, cinza azul-marinho ou cáqui. evite as supostas cores de tendência como o verde-pinheiro ou o vermelho - que funcionam para a gente identificar crianças na paria, mas é só." pag 30

"As mulheres pensam que vão ficar mais bonitas de salto alto, mas esse é um grande equívoco. Elas deviam perguntar a opinião dos homens. Nenhum homem dirá: Eu te amaria mais se você tivesse mais 10 centímetros." pag 40

"Sandália com meia branca. Caso seja uma atriz nova-iorquina trabalhando num filme de arte, talvez funcione. Mas em Paris é quase ilegal" pag 68

A Parisiense é um livro lindo, bem feito e com dicas de moda que mudam o seu jeito de ver o modo de se vestir, porém essa parte toda coltada para a moda é apenas metade dele, a outra metade é preenchida com dicas de lugares comerciais de Paris, que se você pretende um dia ir ou mora lá é bem valido, mas achei que isso fugiu um pouco do tema do livro, pois ele pesa muito neste lado.

Vale comprar se você gosta de livros ilustrativos e de moda. Nota geral 3,5 de 5


15 de novembro de 2014

{Resenha} Extraordinário


"Gentileza, Preceitos, Amizade e simplicidade ".
por R.J Palácio. 

Sinopse: "August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros."

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Como conviver com uma deformação facial tão grande, que chega ao ponto das pessoas te comparar com ogro, aberração e  deformado?

É em busca desta pergunta que August Pulman (apelidado de Auggie) um menino de 10, que tem uma deformação facial sofrida por uma síndrome genética desde nascença tenta responder. Apesar de ter apenas 10 anos, Auggie é um garoto super esperto e corajoso, que tem um mentalidade bem adulta e firme em relação a que as pessoas pensam ao seu respeito, aprendeu a suportar os olhares de rejeição e de nojo desde pequeno, porém nunca estudou em uma escola, por ter passado grande parte da sua vida em hospitais fazendo diversa cirurgias, era a sua mãe que assumia o papel de professora, mas para o seu próprio bem agora que Auggie acabou o processo de cirurgias e de extremos cuidados, seus pais decidiram que chegou a hora de Auggie encarar uma escola com crianças das mesmas idades e que só assim ele iria crescer mais forte a vida (apesar de que foi super doloroso para seus pais decidirem isso).

A história é desenhada em cima da deformidade de Auggie, o preconceito inicial dos colegas na escola, a dificuldade de outras pessoas entenderem que ele não era uma criança com dificuldades mentais, e principalmente o quanto isso atingia a todos ao seu redor. O livro traz uma extrema leveza, com a doçura e inocência de Auggie e grandes valores como a amizade, entre Auggie, Jack (seu melhor amigo da escola) e Summer (sua melhor amiga da escola), passando a mensagem de que a gentileza e a amizade consegue superar qualquer barreira.


Extraordinário, te traz boas doses de humor, pensamentos positivos, uma lição de vida bem sutil, e muita motivação. A narrativa da historia é feita por vários personagens , cada capitulo é um ponto de vista diferente de Auggie e como ele afeta na vida desses personagens, por exemplo, tem o ponto de vista da Olivia, a irmã de Auggie, que conta como ela vê seu irmão, como é a vida dela em relação a ele e como ela se sente com toda essa história, cujo foi o ponto de vista mais tocante (pois ficamos com aquele peso no coração e nos colocamos no lugar da personagem, não só o dela, mas de todos). Todos são narrados na primeira pessoa e uma história da continuidade ao outra história que outro personagem irá contar, isso deixa a leitura tão, mais tão boa que o tempo voa!

Imagem: Reprodução

R.J Palacio trabalhou perfeitamente na construção da história nos envolvendo com o crescimento de Auggie com o passar dos capitulo e de seu ano letivo na escola, e no final mostra como podemos superar barreiras e como os preconceitos e indiferenças podem ser vencidas. A história é doce, leve e linda, com uma mensagem bem bonita porém sutil, e não é a toa que o seu titulo carrega um adjetivo tão próprio do seu personagem, Extraordinário.

Curiosidade: Durante a história exite um professor de Auggie, o professor Browne que traz todo começo de mês um preceito (frase e/ou quotes) para a sua turma poder refletir sobre e esses preceitos viraram um livro a parte que saiu recentemente nas livrarias, ou seja, é um livro com 365 preceitos/quotes inspirador para cada dia do ano, diagramado e selecionados pela autora do livro extraordinário, é como se fosse uma Spin-Off do livro! Comprei o meu já, veja aqui o livro.


Nota Geral (5 de 5)


27 de outubro de 2014

{Resenha] Quem é você Alasca?


"O Primeiro amigo, a primeira garota e as últimas palavras".
por John Green 

Sinopse: "Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez"

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Vamos a apresentação dos personagens, Miles Halter o co-protagonista desta história é um garoto entediado com sua vida pacata e simples que vive em Florida, e assim ele resolve ir para um colégio interno no Alabama chamado Culver Creek, Miles que é mais conhecido como Gordo (devido ao sua extrema magreza) é um leitor convicto de biografia de escritores e personalidades públicas, onde acaba colecionando um grande acervo de últimas palavras desses escritores e afins, ou seja, ele é fascinado por saber o que tal pessoa falou antes de morrer (oi?),

Chip Martin, conhecido como Coronel, é o primeiro amigo de Miles em Culver Creek, um personagem bem importante na história cheio de humor negro, direto ao ponto e líder mundial em elaborar os melhores trotes da escola. Chip é o passaporte de miles para se interagir na escola e assim ele o apresenta, Alasca Young, que é uma garota incomum, de olhos verdes e opiniões bem formadas, fumante e bêbada que teve uma perda bem dolorosa de sua mãe, cujo acredita ser a culpada pelo fato, além de ser uma depressiva incubada Alasca é popular, divertida e apaixonante. Assim como Alasca, Chip apresenta também Takumi Hikohito à Miles, Takumi é um japa bem esperto, porém dentre esse circulo é o mais sensato e que sempre sabe o que dizer na hora certa, e assim acaba se criando o "grupo" de amigos de Miles. {Coronel, Alasca e Takumi }

A história é cercada de aventuras e dia a dia de um vida em escola interna, com  muito trotes, cigarros, bebidas, exames finais, vídeo games, calor, saídas escondidas de carro e uma paixonite aguda, com o passar dos dias Miles fica mais intrigado por Alasca que o fascina com cada frase dita e com cada traço de seu corpo. Mas o que Miles (gordo) não sabia, era que essas pessoas iriam mudar a sua vida, sua percepção de mundo, e o seu coração.


Quem é Você Alasca?, te traz de volta as raiz, aos verdadeiros laços e a verdadeira pergunta da humanidade que é buscada durante todo o livro através de Alasca e Miles, como sair deste labirinto de sofrimento chamado VIDA. John Green trabalhou neste livro um pouco de filosofia, humanidade, valores e o significado do perdão, mesmo com uma linguagem bem jovial e leve, ele medi o certo e o errado fazendo com que o leitor possa parar um minuto e refletir.

Gostei muito da divisão de capítulos, cujo o livro é separado por duas fazes, 1- antes de um acontecimento, 2- depois deste acontecimento, que vai passando os capítulos em contagem de dias decrescente e depois crescente, ao chegar no meio do livro você acha que já meio que houve a conclusão da história e que não tem a menor ideia de como pode haver mais cento e poucas página a frente, mas você é surpreendido a cada passagem de capitulo.

Além de conter muitos detalhes, citações e situações que enriquecerem o enredo, deixando de ser apenas um "conto" mas sim uma trama muito bem trabalhada e quase real.

Curiosidade: Este foi o primeiro romance escrito por John Green, publicada em março de 2005 por Dutton Juvenile, bemmmm legal !

Você vai chorar (John Green = Chorar), vai rir, vai refletir e vai possivelmente amar.
#johngreenvocêéFHODA

Nota Geral (5 de 5)


12 de agosto de 2014

{Resenha} Delírio


Distopia, Amores, Desamor e Dor.
por Lauren Oliver 

Sinopse: "Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?"

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Delírio é o primeiro livro de uma trilogia, onde o foco principal é o amor, a historia se passa num futuro próximo onde o governo designo que o amor é uma doença que leva a morte chamada Deliria Nervosa, por este motivo é decretado que todos ao completar 18 anos devem passar por uma intervenção que distinguem essa doença do corpo humano. E assim surge a protagonista Lena Haloway que está com 17 anos e foi criada com essa filosofia de que o amor mata, já que sua mãe foi morta por esta "doença".

O que lena mais deseja é passar por essa intervenção e ficar livre da exposição a esse vírus, até que a mesma começa a senti-lo na pele, por Alex, um jovem de olhos azuis, simples e demasiadamente encantador e simples, mas Alex é um "curado", ou seja, não há risco dele conter a tal doença, certo? Errado. Alex é um um invalido (não passou pela intervenção e/ou não funcionou a intervenção) que se infiltrou na sociedade curada e que vai ajudar Lena a descobrir a verdadeira face do governo, e o que tem por de traz dessa massante proibição do amor, e ainda mais saber que existem muitos outros como ele. 

Dentro desta história tem uma coadjuvante que tem grande peso, a melhor amiga de Lena, a Hana, que inicialmente é a rebelde, que não quer ser curada, que quer curtir a vida, que baixa musicas clandestinamente que contem melodias e rimas dignas para provocar algum sintoma equivalente ao amor e acima de tudo cúmplice de Lana.


Delírio tem uma narração cheia de informações e bem descritiva, acho que isso se generaliza a quase todas as distopias, já que é um novo mundo, cheio de coisas para se apresentar o leitor, mas Lauren Oliver soube muito bem medir entre descrição e chatice, não chega a ser uma narrativa cansativa. O personagem de Lena é muito serena e muito descrente e que demora um pouco para perceber que é a protagonista da história, e quem se destaca e que rouba a atenção é a personagem de Hana sua melhor amiga, mas após o desenrolar Lena assume seu papel e Lauren Oliver consegue fazer com que a personagem entre em nossa mente, fazendo com que nos sofrêssemos com ela durante o livro todo.

Um bom livro, uma boa história, e uma distopia que envolve a falta de amor no mundo (já pensou?), porém faltou um pouco mais de ação e um up para dar aquele climão para o segundo livro, apesar do final incrédulo , mas mesmo assim acho que é uma leitura super considerável e bem propicia a te contaminar com deliria nervosa.


Os direitos autorais de Delírio foi comprado pela Fox com a intenção de virar uma série, onde exibiu o episódio piloto recentemente na internet, que até então foi recusada, mas tem muitos fãs pressionando para que a série realmente saia do piloto, confiram o trailer:



Nota Geral (3,9 de 5)

Para quem  quer ver o Piloto completo em inglês, clica aqui .

1 de maio de 2014

{Resenha} Os Contos de Beedle, O Bardo



Magia, Lições de vida e curiosidades do mundo Harry Potter .
por J.K Rowling 

Sinopse: "Os contos foram traduzidos das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela. São cinco histórias de fadas diferentes entre si. Histórias populares para jovens bruxos e bruxas, contadas há gerações aos filhos à hora de dormir. Pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV e possuía uma longa barba; mas suas histórias foram passadas de geração em geração e têm ajudado muitos pais bruxos. Não muito diferente dos contos escritos para pequenos trouxas. Os contos de Beedle, o Bardo comprovam mais uma vez o talento de J. K. Rowling para transportar o leitor para o seu universo mágico e único. Pegue sua vassoura, alguns galeões e vá buscar o seu!"

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Os contos de Beedle, o barbo é uma livro singelo e pequeno, mas rico no seu contexto, para os admiradores da saga Harry Potter o livro foi citado em várias situações, mas a mais evidente foi no ultimo filme - As relíquias da morte. São cinco contos considerado os mais famosos no mundo dos bruxos e bruxas, assim como os contos de fadas são para nós "trouxas", que as inspiram a serem honestas e a usarem seus poderes para o bem.

Neste livreto, J.K Rowling nós remete novamente ao mundo magico que ela mesmo criou, faz com que sentimos um jovem bruxo/bruxa e acima de tudo faz com que acreditamos nas histórias contidas. Os contos são todos bem construídos e bem sutis nas mensagens que eles passam, além de conter anotações e observações de Alvo Dumbledore, em cada fim conto, que acaba nos envolvendo e conhecendo um pouquinho mais sobre enigmas, significados e coisinhas que ficaram no ar na saga.


{Conto}: O Bruxo e o Caldeirão Saltitante: Havia um bruxo simpático e atencioso com a comunidade trouxa que vivia, e assim ele os  ajudavam com diversas enfermidades e pedidos através de poções e magias retiradas de seu caldeirão, após sua morte o caldeirão e o legado de ajudar ficou com o seu filho, filho esse que se recusava a ajudar os "trouxas" e os desprezavam. 

{Conto}: A Fonte da Sorte:  Este conto conta a história da busca de três bruxas e um cavaleiro por uma fonte que aquele que se banhar nela, seria a pessoa mais sortuda na vida, mas o que eles não sabia era que apenas um poderia ter esse privilegio, e assim começa uma disputa entre eles para decidir qual deveria se banhar (é o meu conto preferido) 

{Conto}: O Coração Peludo do Mago: O coração Peludo do Mago fala do amor e do ódio tão sutilmente quanto Romeu e Julieta, mas ao mesmo tempo com um leve toque de terror, conta a história de um mago que era orgulhoso bastante para impedir-se próprio de amar uma donzela e quando isso ocorre ele usa a magia para que nunca mais aconteça. 

{Conto}: Babbity, a Coelha, e seu toco Gargalhante:  O conto traz um Rei ignorante e que se achava o sabichão, queria aprender magia e ter a magia de todo o mundo para ele, e com isso decreta a eliminação de todos os bruxos existente, mas o que ele não sabia era que o seu mestre de magia era um charlatão  que usufruía da sabedoria de Babbity a lavadeira bruxa e coelha para lhe enganar, mas Babbity foi muito mais sábia que todos.

{Conto}: Os Três Irmãos: Eram Três irmãos que estavam caminhando à noite e encontram uma travessia pelo rio impossível de se fazer e usam a  magia para  construir uma ponte para a passagem, mas com isso acabam desafiando a Sra. Morte e a encontram no meio do caminho , a  morte estando furiosa pelo despeito e se passando de boa companhia, oferece um prêmio a eles devido a esperteza de enganá-la, o mais velho pede a varinha mais poderosa do mundo, o do meio pede uma pedra que ressuscite os mortos e o mais novo pede a própria capa de Invisibilidade da Morte. Mas as próprias escolhas deles, foi o que fez com que a morte lhe buscassem mais tarde.


Contos, incríveis não? E que mais uma curiosidade para aguçar a sua imaginação o livro contém várias ilustrações que todas foram feitas pela própria J.K Rowling, lindo de se ver ;) Ah, comprei o livro no Submarino por R$12,00 

Nota Geral (5 de 5)

3 de fevereiro de 2014

{Resenha} A Agenda


Sentido da vida, meio empresarial e desilusões .
por João Varella 


Sinopse: "Sandra Macedo é uma alta executiva de marketing. Obstinada e competente, sua eficiência é reconhecida pelos funcionários e pela diretoria da holding onde trabalha. Exemplo de mulher bem-sucedida, Sandra vive atolada entre as obrigações profissionais e uma filha que não lhe dá muita atenção. Em meio a essa correria, fica difícil dedicar um tempo ao lado afetivo. Assim, ela acaba se envolvendo com pessoas que podem comprometer sua carreira e sua saúde emocional. A não ser que ela deixe de ser a menininha que, no fundo, continua sendo"
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Sandra, Felipe e Carrano são os personagens que dão o sentido na história. Sandra é uma executiva de marketing que aprendeu a lida com a vida, usa como arma sua agenda infalível que contem todo o seu dia passo a passo, coisas a ser fazer, horários a serem cumpridos e anotações. Felipe é um estudante de marketing que entra na vida de Sandra quando a mesma o contrata como sue novo estagiário, porém Felipe  tem sede de crescimento quer dar o sue melhor na empresa e por fim Carrano que é um mendigo poeta que vive pelas ruas, bares e cafés declamando suas obras escritas aos ouvidos alheios à espera de migalhas para dar um vídeo game ao seu sobrinho que mora junto com ele. A vida dos três personagens são marcadas por fases e principalmente pela perda da agenda de Sandra, onde ele designa a Felipe a função de recupera-la, mas antes deste ato Felipe começa a despertar em Sandra um afeto mais próximo do conforto e desejo, dentre as rotinas de Sandra, encontrar Felipe e dar uns pega nele está quase todos os dias em sua agenda.
Com a responsabilidade de encontrar a agenda campeira, Felipe desencadeia um sessão de cartazes, avisos, publicações nas redes sociais e nada o fazia encontrar essa agenda; A agenda volta para as mãos de Sandra através de Carrano que a encontra  jogada no chão após ser expulso de um táxi. O que Sandra não sabia é que após o reencontro com sua agenda já toda suja e rabiscada com poemas sua vida mudaria de ponta cabeça.


A Agenda nada mais é do que uma leitura que te envolve ao cotidiano e as pequenas funções da vida, mostra com simplicidade personagens reais cheios de problemas, conflitos e esperanças trazendo a mensagem de nem tudo que pensamos é de fato a verdade. Uma leitura super leve e simples e uma diagramação diferenciada e hiper suave, faz com que cada folha o leitor sinta-se mais a vontade.

Porém o seu final é meio no-sense, sabe aquele momento que você diz HAM? Achei que ficou muita coisa no ar e sem explicação, no final das contas você fica com aquela sensação de perda e vazio, pois não tem mais nada para frente e você não entendeu bolhufas nenhuma, mas isso mostra também o quanto ele é envolvente e que a trama desenhada o faz de bobo e você nem desconfia de seu final. Recomendo!

Nota Geral (3,5 de 5)



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