"Amores, Musica, Amizade e Charlie ".
por Stephen Chbosky.
Sinopse: "Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude."
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Charlie é o grande protagonista desta história ele é um garoto que pensa demais, que tem uma mente acelerada, pensa em tudo, como em como as pessoas se sentem, o que elas devem estar pensando, por que estão em certos lugares e etc, ama ler, lê muito rápido e entende muito rápido, além de um dom especial para seleção de musicas por tema (o que seria Charlie nos dias de hoje com um spotify? OMG).
É um livro que conta as angustias, os amores, as amizades as brigas e a convivência com a família, de um adolescente americano que está no primeiro colegial em meados de 1991, mas apesar dos clichês Charlie é diferente , ele é gentil, é medroso, tem certos problemas psicológicos e ainda não tinha amigos no ensino médio, o seu único amigo mas próximo se matou recentemente e sua tia que ele mais amava e quem te dava mais a tenção faleceu de câncer, e a única saída de ele se relacionar foi através de cartas anônimas que são enviadas ao um amigo anônimo. E o livro inteiro é a narrativa em primeira pessoa de Charlie, e cada capítulo é uma nova carta, ou seja, é através das cartas ao seu querido amigo que nós leitores acompanhamos toda a história de Charlie.
E dentre essas angustias, Charlie acaba se entrosando com Patrick e Sam, dois irmãos que estão cursando o terceiro ano do colegial, ambos mais velhos que Charlie. Sam é uma garota linda de olhos verde que passou por certa “má fama” quando mais nova, e por esse motivo ela é um pouco mais desprendida de certos preconceitos, Patrick é meio-irmão de Sam, gay, sarcástico e muito divertido. Charlie se apaixona por Sam a primeira vista e ama Patrick assim que o conhece também, e assim forma o Trio que embala toda história.
Com a ajuda de seus novos amigos, Charlie descobri um mundo novo, e começa a participar mais (como seu psiquiátrica sempre falou) começa a freqüentar festas em casas alheias, a beber, fumar, ouvir novas musicas e pensar cada vez mais em novos assuntos, e em todo esse emaranhado a paixonite por Sam cresce cada vez mais. Diante de todo esse cenário de adolescência americana também tem o drama familiar, a irmã que namora um cara que já lhe bateu, pais preocupados com seus filhos, tios e avôs loucos, um irmão que é a estrela do futebol na faculdade e sua tia morta que o incentivava mentalmente.
Não tem como não se envolver na história, não tem como não desejar ir um dia no pub Big Boy, não tem como não querer uma fita gravada por Charlie, e não tem como não querer andar na picape de Sam.
Com uma narrativa leve e divertida Stephen Chbosky trouxe a perspectiva de um adolescente sobre diversos problemas, como tudo pode ser influenciável, trouxe também à tona o tema do pré-conceito na escola, em casa, e como coisas que parecem pequenas podem acarretar coisas grandes no futuro, tudo isso sem perder a sutil dose de romance, de desilusões, de drogas e aventuras que a adolescência traz (em 1991), além de o livro ser recheado com muitas referencias musicais e biográficas. (cada uma que passava tava eu lá destacando para ouvir e ler depois).
Tudo te leva a um universo novo, por se passar em 1991, não existia o bum da internet ainda então a diversão ficava pro conta dos teatros, musicais, festas em republicas e bailes de formatura (nada que não tenha ainda hoje, mas sem a facilidade da tecnologia) e assim tudo fica mais gostoso de se ler e de se imaginar nisso tudo.
Chega, se eu passar daqui, passará a ser spolier, como muitos já sabem existe o filme deste livro, que por suma é muito fiel ao mesmo, ambos são bons, masssss conhecer Charlie através de suas cartas no livro dá aquele gostinho a mais <3 div="">3>
“Sam se sentou e começou a rir. Patrick também riu. Eu comecei a rir. E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.” - Pág. 49
“Alguém quer batatas fritas?”
Todos disseram que sim. E ele voltou com três tubos de Pringles e um paletó de terno. E caminhou na minha direção. E disse que todos os grandes escritores usavam terno o tempo todo.” – Pág. 76
“Depois de um tempinho, seus olhos perderam aquele ar enevoado do vinho, ou do café, ou do fato de que ele não dormiu na noite anterior. Depois ele começou a chorar. E depois ele começou a falar de Brad. E eu deixei que falasse. Porque os amigos são para essas coisas.” – Pág. 171
“Como disse a Sam. Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é.” – Pág. 221
Quotes
“Sam se sentou e começou a rir. Patrick também riu. Eu comecei a rir. E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.” - Pág. 49
“Alguém quer batatas fritas?”
Todos disseram que sim. E ele voltou com três tubos de Pringles e um paletó de terno. E caminhou na minha direção. E disse que todos os grandes escritores usavam terno o tempo todo.” – Pág. 76
“Depois de um tempinho, seus olhos perderam aquele ar enevoado do vinho, ou do café, ou do fato de que ele não dormiu na noite anterior. Depois ele começou a chorar. E depois ele começou a falar de Brad. E eu deixei que falasse. Porque os amigos são para essas coisas.” – Pág. 171
“Como disse a Sam. Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é.” – Pág. 221
Obs: Todos os atores do filme, são tão tão parecidos com os do livros (obrigada por isso) !!
Nota Geral (5 de 5)



















